domingo, 19 de agosto de 2012

Castelos de Areia

Oi, prometo que essa será a ultima mensagem. Não entendo como deixamos as coisas chegarem a esse ponto, em que somos incapazes de admitir que erramos. Nas ações, nas palavras, erramos feio um com o outro. E nada me tira da cabeça as conversar, risadas, abraços e os momentos que tivemos. Lembra de como você riu ao me ver com aquele pijama de bolinhas e como eu te enchi pelo novo corte de cabelo? E o dia que você fez a sua primeira tatuagem? "Não solte a minha mão, por favor". E eu não soltei, continuei ao seu lado, porque sempre foi assim e eu esperava que continuasse a ser. Eu sinto falta das nossas conversas as três da manhã, em plena semana de provas. De olharmos as estrelas juntos. De sairmos por ai, sem destino, sem a certeza de que conseguiríamos voltar. De construirmos castelos de areia, sempre começando pela barreira para impedir que eles caíssem. Você percebeu que nos somos os castelos? A barreira que construímos não foi suficiente. Não podíamos deixar que uma coisa tão, tão pequena como uma ondinha abalasse o que tínhamos. Mas deixamos ela se tornar um tsunami, que arrastou tudo. Esqueça todos os questionamentos que eu te fiz antes, me desculpe por ser fraca e orgulhosa, por não admitir  que eu errei. Eu falei que essa era a ultima mensagem, não? Isso porque estou apagando o seu numero da minha agenda. Então, se quiser saber de mim, me ligue, me pare no meio da rua, apareça na minha casa, mesmo que seja a uma da manhã. Queria falar com você pessoalmente, mas ainda não superei a possibilidade de te perder. Confesso que esse é um dos meus maiores medos.  Mas eu sei que isso ira passar.
Já esta na hora de reconstruirmos tudo.
Com amor, sua melhor amiga.

Nenhum comentário:

Postar um comentário