quarta-feira, 12 de junho de 2013

(re)contando

O roteiro do meu filme começaria com um olhar tímido entre duas pessoas, por que não? O ponto de vista seria o da protagonista. Ela desviaria o olhar assim que sentisse o rosto queimar, culparia o sol que refletia pela janela e continuaria falando com a melhor amiga sobre as férias. O protagonista sentaria ao seu lado, mas não a olharia enquanto não o incluíssem na conversa.

A história fluiria aos poucos, e quando o publico se desse conta, eles estariam juntos. Infelizmente, pouco tempo após isso eles já teriam se separado. A garota não conseguiria olhar para a cara dele, e faria de tudo para tira-lo de seus pensamentos. Mas as palavras escritas por ela demonstrariam o contrario. Principalmente o ciumes que ela sentia. E o espectador começaria a torcer pelos personagens.

Eles voltariam a se falar. Aos poucos. Tudo com gostinho de novidade, de descoberta. Nada tão apressado assim. Ela tinha medo de se decepcionar, então preferiu não criar expectativas. Ele estava disposto a mostrar que havia mudado. E então aconteceu, em uma segunda quente qualquer. Após muitas mensagens, duvidas esclarecidas e sorrisos. Muitas broncas de amigas, seguidas de "se é isso que você quer, tudo bem." Não era apenas andar de mãos dadas, conversar o dia todo. Era algo bem maior.

E nesse ponto eu não conseguiria mais escrever. O filme poderia terminar com um clichê. Porque é impossível descrever o amor. Ainda mais o que havia ali.  Porque um amor desses não é daqueles que pode ser colocado em uma tela e visto por varias pessoas. É aquele que cada um carrega dentro de si, e compartilha com quem tem vontade.


PS: Espero que, contando a minha história com o Victor, vocês tenham entendido que eu sou uma daquelas pessoas que gostam de espalhar o amor por ai. Inclusive com você, que esta lendo pela tela do computador ou celular. Feliz dia dos namorados!

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