quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Amores e indecisões

Sou indecisa. Quem me conhece sabe bem disso. Vai desde a escolha do que comer até a definir o que eu sinto por alguém. Ser indecisa faz com que o processo para essa última parte seja complicado. Enquanto eu não conto para alguém o que sinto, aquilo fica indefinido, pulando entre diferentes sentimentos, e portanto não é verdade, tudo certo.

Só que isso não costuma durar muito. Logo eu abro meu coração mais do que o necessário. Ou melhor, mais do que a maioria das pessoas julgam como correto. Mas faço isso porque me liberta em partes. Digo isso porque nem sempre é fácil. Mentiria se falasse que não é doloroso às vezes. Pelo menos, fico com a consciência tranquila sobre o que sinto. O coração agradece. O cérebro não.

Posso passar três semanas conversando com alguém que conheci no Tinder, e considerá-la apenas como uma boa pessoa para conversar. Posso passar meia hora com alguém e estar convicta de que quero cada vez mais tempo com ela - claro que nesse tempo existem fatores suficientes para afastar a indecisão. Posso passar a gostar de alguém que sempre odiei, assim como passar a ter preguiça de alguém que amava. Sentimentos são transitórios, não há como negar.

Volta e meia, durante essas indecisões, me permito sentir falta de certas coisas. Sinto falta de alguém que não divida apenas a cama comigo, mas os sonhos. Ainda assim, não o suficiente para deixar que isso me consuma e domine meu emocional, a ponto de aceitar qualquer coisa que seja diferente ao que na minha cabeça deixei na definição de amor.

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