terça-feira, 20 de novembro de 2018

23 e um mês

Meu inferno astral neste ano foi tranquilo. Minhas comemorações foram bem divididas ao longo do mês. No dia do meu aniversário, eu nem estava ligando de fato para quem viria em casa. Estava interessada em comer bolo.

Passei o mês vivendo. Comemorei em cada possibilidade que me deram. Dancei como nunca em outubro. Basicamente toda semana batendo cartão (e a raba) na 1007 SP. Cortei o cabelo bem curtinho. Finalmente comecei a assistir Friends. Chorei muito. Renovei minhas esperanças apesar de tudo ir contra isso.

Passei por situações que só acontecem na minha vida (pelo menos com essa frequência) e tive cada vez mais certeza que sou uma sitcom de alguma outra dimensão, e que riem e torcem por mim nessa história. Amo ser essa protagonista.

Talvez eu não tenha mais para onde crescer, penso. Mas cada dia, cresço em algum aspecto que eu nem imaginava existir. Experimentei a paz comigo mesma, e posso afirmar que esse é um caminho sem volta.

Então deixo registrado aqui: bem vindo ano novo - com um mês de atraso!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

20


Começou. Contagem regressiva para a idade que eu esqueci que vou fazer. Mas pelo menos a data eu lembro.

Acho que esse ano a reflexão iniciou um pouco antes. É tanto pensamento nesses últimos dias que eu não consigo nem organizar. Coisa para falar que eu ainda não sei qual o melhor modo. Mas estou aprendendo como é bom ser sincera com os outros. E acima de tudo, ser sincera comigo.

Ainda idealizo uns momentos lá do futuro. Não vejo mal nisso se eu ainda tenho a certeza do que estou vivendo agora. Mais do que isso, tenho a certeza de que a protagonista desse cenário sou eu.

Agradeço a Nicole do passado por algumas decisões, enquanto jogo outras para a Nicole do futuro resolver. Ainda tenho diversas incertezas, mas acho que isso que significa viver. Resta descobrir o que me aguarda neste mês de reflexão. Que eu consiga ser gentil comigo mesma.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Retroceder

Uma amiga acabou de me falar que mercúrio retrógrado traz coisas do passado para resolver. Acho que isso explica os sentimentos dos últimos dias.

Confusos. Mas querendo um desfecho.

Por mais que eu tente deixar certas coisas, elas continuam atrás de mim. Seja por uma foto, uma palavra ou alguma coisa que só eu sei o significado que tem. Tem coisas que são impossíveis de desvincular.

Até hoje não ouso admitir para ninguém sobre isso. Talvez, nem para mim mesma. Não sei ao certo quão bem ou mal isso me faz, então escondo, mudo o pensamento e sigo em frente.

É tão difícil certas coisas quando o controle delas não depende somente de você, não é mesmo? Como eu resolvo isso? Aparentemente, deixar de lado não tem sido o suficiente.

Desculpa se para você isso não faz o mínimo sentido. Como eu disse acima, dias de sentimentos confusos. Eu precisava apenas externar um pouco isso. E talvez seja assim que, pouco a pouco, eu consiga resolver toda essa confusão.

domingo, 3 de junho de 2018

The Kissing Booth e expectativas adolescentes

Passei o dia inteiro enrolando até criar coragem e assistir o filme adolescente mais falado dos últimos dias. The Kissing Booth, um original Netflix, provavelmente me agradaria. Eu sou tentada a gostar de filmes (e livros) do gênero, apesar de já ter 22 anos. A realidade é que eu não acho que a idade interfira em algo, e não vejo problema algum em gostar desse tipo de história.

Pois bem, fiquei mais apaixonada pelo filme do que pensava. Agora mesmo, enquanto escrevo, estou com o filme parado na Netflix, pronto para ser iniciado novamente, após ter assistido The Duff. Sim, o dia foi de total imersão nesse gênero. Mas tudo tem o lado bom e ruim.

Eu avaliaria o lado ruim se você se deixar levar pela história de que amores de colegial duram para sempre. Ou pior: que sua vida vai ser incompleta caso você não tenha vivido um desses amores. Posso soar meio amarga dizendo isso, mas a verdade é que nada deve ser levado como parâmetro absoluto de uma vida.

Eu sou apaixonada por esse tipo de história, em que tudo fica bem apesar do que quer que aconteça, mas sempre me forço a voltar para a minha realidade após assistir um filme desses. É cobrar muito do universo (e de mim mesma) ter uma vida tão igual a dos filmes. Apesar que passo por cada situação que penso que posso estar vivendo dentro deles.

Mas isso é a vida, não é mesmo? Cada filme conta uma história, assim como cada pessoa também. Sei que isso soou clichê, mas era o único modo de finalizar essa parte. Se eu fosse você, terminando esse texto escolheria algum dos filmes acima para assistir. E assim, tirar o que pudesse de positivo deles, nem que fosse "uau, por uma hora e quarenta eu ri um pouco e esqueci do quão estressada estava com (insira aqui algo que te fez mal ultimamente)".

domingo, 15 de abril de 2018

Continuo querendo escrever sobre você.


Já que é para me afundar em algo, mergulho com forças naquelas palavras.

Sempre tive essa péssima mania de me apegar e deixa-las guardadas em algum canto. 

Tudo isso para ter onde repousar quando precisasse.

O estomago revira.

A verdade é que isso me faz transbordar.  

E nem mesmo as palavras tem o poder de enxugar isso.

terça-feira, 3 de abril de 2018

03:03

Chorei sem estar na TPM.

Fazia um bom tempo que isso não acontecia, pensar em algo, pensar muito, e ser inundada pelas lagrimas. Mr. Brightside tocando, pensamentos confusos, e muito choro.

Talvez eu não estivesse me permitindo sentir nesses últimos tempos, sempre ocupando minha cabeça com qualquer outro assunto que não fizesse o coração doer como está doendo agora. Era mais fácil lidar com os dias desse modo. Bom, deve ter sido isso que eu decidi no inconsciente.

Aquele aperto que faz com que eu me sinta mais pequena do que nunca resolveu aparecer. Vocês já escreveram algo chorando? Fica confuso equilibrar as palavras fluindo pelos dedos, o nariz escorrendo, as lagrimas não deixando você enxergar e o coração doendo.

Dói. Tudo isso ainda dói.

Mas me permiti hoje. Fechei os olhos durante o refrão da música e chorei até arrepiar.

Me sinto constantemente cansada. Me preparo para dormir e mesmo assim levo horas até dormir de fato, por causa dos meus pensamentos irem em direções que eu evito. Durmo e sonho com o que estava pensando. Acordo e sinto falta de algo que só estava existindo no sonho.

É duro aceitar isso dia após dia.

É cansativo.

E não tenho escrito exatamente por esse motivo. Acaba mexendo em uma ferida que eu não queria de jeito nenhum colocar o dedo.

Então, só para reforçar, hoje eu me permito. Deixo o coração doer tudo que estava acumulado. Ainda parece que o peito vai rasgar e ele vai deixar esse corpo que habita, cansado por tudo que eu faço ele passar. Choro para ver se a dor passa, mas ela só aumenta. E por hoje, tudo bem. Talvez seja isso que estava faltando.